Perda na família: dicas para auxiliar nesse momento
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18/06/2019

Conversar sobre esse assunto é sempre difícil e delicado, porém imprescindível. As perdas acontecem no decorrer da vida de todos nós, e muitas vezes nos surpreendem, nos desestruturam e abalam a todos ao redor. No entanto, o luto é um processo natural e necessário para a elaboração da perda. A parceria Família – Escola é fundamental para auxiliar a criança durante esse percurso.

 

Luto infantil 

O luto é um processo que todos passam ao perder uma pessoa querida, seja ela familiar ou não. Em virtude da imaturidade emocional e do vocabulário em desenvolvimento, os “pequenos” tendem a expressar seus sentimentos através do comportamento. As crianças em luto podem ficar mais quietas, desmotivadas ou apresentar comportamentos inadequados, que expressam a necessidade de muito diálogo e apoio para que compreendam e elaborem o processo.

 

Importância do processo de luto

A criança desenvolve alguns conceitos fundamentais sobre a Vida durante o processo do Luto como descrito abaixo:

– Entender a morte: Crianças processam a morte em “pequenas doses”, intercalando o pensar entre os momentos de brincar. É um processo natural. Conforme eles crescem e amadurecem, dão à morte mais profundidade e significado;

– Buscar significado: As crianças buscam entender esse processo com perguntas do tipo: “Porque as pessoas morrem?”, “O que acontece depois da morte?”. Não se obrigue a responder tudo, não tem problema admitir que também tem dúvidas sobre o assunto;

– Reconhecer apoio de seus familiares: O luto é um processo e conforme crescem e amadurecem, vão naturalmente aprofundando o entendimento do processo. A criança que passa pelo luto, rodeada de suporte e apoio, tende a ter uma jornada mais saudável.

 

Como a morte é enxergada pelas crianças

A compreensão da morte varia de acordo com a idade. Segundo apontamento da nossa equipe de Psicologia, de maneira sucinta, o entendimento ocorre da seguinte forma:

– Com dois anos a criança já é capaz de entender a perda: um animal de estimação que foge ou a morte de algum personagem em um desenho animado;

– Até os cinco anos elas enxergam a morte como algo que pode ser revertido;

– Entre os seis e os nove anos, elas veem a morte como o final da vida, mas acreditam que pode haver “escapatória”;

– A partir dos nove, despertam a compreensão de que a morte é além do fim, algo inevitável. 

 

Retornando à rotina escolar 

Voltar às aulas pode ser uma ótima transição, pois a criança retomará sua rotina escolar, professores e amigos. Para a maioria das muitas crianças a interação social e infraestrutura escolar serão de grande ajuda. Não apenas como distração, mas como suporte e acolhimento. No entanto, algumas crianças precisarão de uma ajudinha extra para se ajustar à escola. Nesse caso é importante conversar com a Psicóloga Escolar, para que sejam desenvolvidas estratégias mais direcionadas.

 

Dicas da Psicologia 

As Psicólogas Educacionais da Rede de Ensino Novo Tempo, Marcia Fernandes e Ivone Ferreira, apresentam algumas dicas para auxiliar aos pais nesse processo:

– A criança deve ser informada por um familiar próximo, o mais prontamente possível, para evitar que a notícia venha de uma forma inapropriada ou através de uma pessoa que não tenha uma relação de intimidade que favoreça a manifestação das emoções suscitadas pelo fato;

– Fale normalmente, em tom natural, não sussurre. Sussurros podem dar para a criança a sensação de algo assustador;

– Escolha um lugar tranquilo para dar a notícia. Evite distrações ou interrupções nesse momento;

– Seja o mais honesto possível e utilize uma linguagem apropriada às limitações da idade da criança. Evite eufemismo “Ela foi para o céu” ou “Foi dormir pra sempre”. As crianças interpretam as coisas literalmente. Podendo até desenvolver traumas, como medo de dormir;

– Conforte as crianças sobre seus sentimentos. Reforce que chorar é natural e que podem expressar sempre que sentirem necessidade;

– Explique o que é um funeral. A criança pode participar do funeral caso ela queira, mas nunca a force ou proíba;

– Permita formas para expressarem suas emoções tanto verbalmente, quanto não verbalmente, através de Arte ou Música;

– Dividir boas memórias com seu filho da pessoa que partiu e permitir que ele faça o mesmo, também pode ser saudável e de grande valia.

Lembrando que cada um irá elaborar tudo isso de um jeito único e em um tempo diferente. A dor e o sofrimento fazem parte da vida, mas sempre é mais suportável quando nos sentimos amparados e acolhidos.

 

 

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