Período Ampliado

A Educação Integral ou em Tempo Integral?

O Colégio Novo Tempo, enquanto instituição de ensino e considerando o Projeto Político Pedagógico, vem atendendo ao previsto na “Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”, ao viver uma educação que exige do aluno uma permanência ampliada na escola, para além das quatro horas diárias mínimas e obrigatórias.

Nossa grande conquista, no entanto, está focada no que se proporciona às crianças e jovens nesse período ampliado. Uma questão que, na sua essência, resgata a discussão sobre que currículo enriquece a formação plena de um aluno vivida na contemporaneidade. Esportes, idiomas, artes.

No Colégio Novo Tempo esta concepção de educação integral incorpora a ideia do direito de novas aprendizagens, não somente como um aumento do que já era oferecido, mas um aumento de permanência que garante maior quantidade e maior qualidade da educação.

Considera-se, ainda, que para essa vivência os espaços não se encerram na sala de aula, porém também em condições físicas e organizacionais asseguradas por todo o período escolar, uma oportunidade para que os conteúdos propostos possam ser ressignificados, protagonizados por todos os envolvidos na relação afetiva, do ensinar e do aprender.

Para o Novo Tempo, a construção de uma escola enquanto tempo e espaço democráticos é consequência direta das relações vividas em seu interior, na relação existente entre a equipe diretiva, professores, alunos e a família dos alunos, cada qual com voz própria ao que é comum a todos.

Significa, assim, que esse partilhar é um avançar, uma possibilidade do exercício de um conjunto de responsabilidades e de uma autonomia progressiva, da vivência de um currículo que agrega o valor das relações e da participação de todos. E avançar é sempre ousar, fazer diferente.

Assim gestado, esse currículo traz para construção a formação de sujeitos mais críticos, autônomos e com as competências necessárias para participar coletivamente da sociedade democrática que se almeja, um currículo que concebe o aluno, sujeito por inteiro e em um contexto de realidade, o hoje.

Nesse sentido, as atividades diversificadas integrantes e integradas no currículo escolar se traduzem em cultura, artes, esportes, dentro de uma concepção sociointeracionista de aprendizagem e crítica emancipadora em educação, uma educação intencional, não neutra.

 

E do 1º ao 7º ano do Ensino Fundamental, os alunos dispõem do período ampliado com uma carga horária obrigatória com aulas de Teatro, Música, Educação Física, Filosofia e Espanhol.

“A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele e, com tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável, não fosse a renovação e a vinda dos novos e dos jovens. A educação é, também, onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para não expulsá-las de nosso mundo e abandoná-las a seus próprios recursos, e tampouco arrancar de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa nova e imprevista para nós, preparando-as, em vez disso, com antecedência, para a tarefa de renovar um mundo comum”

(ARENDT, 1979, p. 247). ARENDT, H. A crise na educação. In: Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 1979. p. 221-247.